quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Avião da Chapecoense estava sem nenhum combustível ao cair, diz autoridade colombiana


A aeronave com a delegação da Chapecoense estava sem nenhum combustível ao cair, apontam os resultados preliminares da investigação do acidente, divulgados na noite desta quarta-feira (30) em Medellín, na Colômbia. A aeronave, que havia saído de Santa Cruz de la Sierra rumo a Medellín, bateu contra uma montanha na cidade de La Unión na madrugada de terça-feira (29). Das 77 pessoas a bordo, 71 morreram e seis sobreviveram.

"Podemos afirmar claramente que a aeronave não tinha combustível no momento do impacto", disse Freddy Bonilla, secretário de Segurança Aérea da Colômbia.

A constatação da ausência de combustível se deu nas primeiras inspeções dos destroços do avião, afirmou Bonilla. Diante das evidências, segundo ele, os investigadores trabalham com a hipótese de "pane seca", quando a falta de combustível faz parar os sistemas elétricos da aeronave. "Iniciamos uma apuração para esclarecer o motivo pelo qual essa aeronave estava sem combustível no momento do impacto", disse o secretário.

A tripulação do Avro RJ-85 da companhia aérea boliviana LaMia pediu prioridade para pousar em razão da falta de combustível à 0h48 (horário de Brasília). Quatro minutos depois, à 0h52, declarou emergência. Os destroços foram encontrados a 17 km do aeroporto José María Córdova.

Uma gravação divulgada pela imprensa colombiana nesta quarta mostra conversa entre um dos pilotos do voo em que ele pede prioridade à controladora de tráfego aéreo justamente em razão da falta de combustível e de pane elétrica. Bonilla afirmou que a equipe de investigação já tem todas as transcrições das conversas entre o voo da LaMia e o controle de tráfego aéreo.

Na última posição em que foi identificado pelos radares colombianos, ainda de acordo com Bonilla, o avião estava mais baixo do que deveria estar: 2.743 metros (9.000 pés), quando a altitude mínima a ser mantida na região era de 3.048 metros (10 mil pés). A necessidade de se manter a determinada altitude acontece em consequência das montanhas no entorno de Medellín.

A análise dos dados das caixas-pretas, já recuperadas, permitirá saber a razão pela qual o piloto estava fora da altitude correta. O equipamento registra as conversas a bordo da cabine de comando e também o o comportamento dos instrumentos e motores da aeronave nos momentos anteriores à queda. O trabalho, no entanto, pode levar meses.

Plano de voo
O plano de voo previa uma rota direta entre Santa Cruz de la Sierra e Medellín. Essa opção da tripulação será objeto de apuração pelos investigadores colombianos. Isso porque a autonomia da aeronave, cerca de 3.000 km, era quase a mesma da distância entre as duas cidades. A legislação boliviana obriga um avião a ter combustível suficiente para chegar ao destino, a um aeroporto de alternativo e ainda mais 45 minutos de voo em altitude de cruzeiro.

Sobreviventes
Bonilla explica que a aeronave bateu contra o solo numa montanha e perdeu a cauda. Depois as asas e a cabine impactaram do outro lado da montanha.

Segundo ele, o avião bateu em baixa velocidade contra a montanha, 250 km/h, o que permitiu ter havido sobreviventes --que estavam em posições diferentes da cabine de passageiros, disse. Questionado a respeito, ele acrescentou que não recebeu denúncias de irregularidades contra a LaMía, empresa cujo único avião era exatamente o que se acidentou. O comandante da aeronave, morto na queda, era um dos donos da companhia.

O avião havia sido fretado pela Chapecoense. Levava atletas, dirigentes, jornalistas e convidados para a partida contra o Atlético Nacional, pela final da Copa Sul-Americana. Em razão do acidente, a partida foi adiada.

Veja a lista de mortos na tragédia, que inclui 19 atletas e 21 jornalistas. Na última divulgação feita pelo governo colombiano, 45 dos 71 mortos haviam sido identificados.

Fonte: G1

Polícia Militar de São Paulo publica diretriz sobre aquisição e emprego de VANT


Como resultado da criação do Grupo de Trabalho no final de 2015 pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, como o objetivo de estudar o assunto e propor requisitos básicos de utilização de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT) na Corporação, a Polícia Militar, de forma pioneira, publicou a Diretriz PM3-001/3/16, em 17 de outubro de 2016.

Esse trabalho produzido pelo grupo e editado pelo Estado Maior da Polícia Militar é importante e reconhece a relevância desse moderno e atual sistema para a segurança pública do Estado.

A diretriz define questões importantes e relevantes para as estratégias da Polícia Militar e coloca o Grupamento de Radiopatrulha Aérea como um dos órgãos centrais do sistema, principalmente no treinamento das pessoas.

A norma possui três anexos, um tratando dos requisitos para RPAS (Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada) de asa fixa, outro de asa rotativa e o terceiro sobre o termo de compromisso e confidencialidade. O estabelecimento de requisitos é fundamental para as futuras aquisições e padronização dos equipamentos a serem utilizados pela polícia militar e pelo corpo de bombeiro.

A norma apresenta em seus requisitos, critérios e definições sobre o RPAS, RPA (Aeronave Remotamente Pilotada), requisitos técnico-operacionais, logístico, tecnológicos e de fabricação, enlace de pilotagem, carga útil e piloto remoto.

Pela norma ficou a cargo do Grupamento Aéreo, em razão de sua especialidade na área aeronáutica, as seguintes responsabilidades:

1. propor aquisição de RPAS para o GRPAe e suas Bases;
2. estruturar núcleos de operação RPAS no Estado;
3. estabelecer procedimentos de inclusão nos núcleos de operações de RPAS da PM o Sistema de Gerenciamento de Segurança Operacional;
4. estruturar setor de controle técnico de manutenção para todos os RPAS adquiridos pela PM, e
5. efetivar e gerenciar os contratos de manutenção e firmar doutrina institucional acerca da utilização dos RPAS.

Uma norma importante e que certamente será utilizada para futuras aquisições e como modelo para outras organizações.

Fonte: Piloto Policial

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Laudos preliminares indicam que helicóptero do GAM/RJ não foi atingido por tiros, diz secretário


O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Roberto Sá, afirmou neste domingo (20) que, até agora, os laudos feitos pelo IML e informações preliminares do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) indicam que nem os corpos dos quatro policiais mortos, nem o helicóptero da Polícia Militar que caiu na Cidade de Deus, foram atingidos por disparos de arma de fogo.

Segundo o secretário, os laudos do IML ficaram prontos neste domingo. Já a análise do Cenipa ainda não tem prazo para ser concluída. “A Aeronáutica também não encontrou, até o momento, perfurações no helicóptero. Temos que aguardar a perícia deles, que vai levar tempo, mas será conclusiva”, disse Sá.

“A PM sangra, são heróis morrendo de forma anônima, Então eu venho me solidarizar com as famílias. Não aguento mais entregar quepe e bandeira para a mãe de um policial morto”, disse Sá, que participou do velório coletivo dos PMs.

Questionado sobre a possibilidade de falta de manutenção na aeronave, o secretário afirmou que tudo é possível, mas reforçou que apenas a perícia afirmará a real causa do acidente. “A PM garantiu que não levanta voo sem a documentação da aeronave em dia. Em tese, está tudo correto. Só assim a aeronave pode voar”, disse o secretário.

O helicóptero que caiu não era blindado. O coordenador de comunicação social da Polícia Militar, major Ivan Blaz, afirmou que o modelo Esquilo é uma aeronave leve destinada à observação e transporte de tropa.

“Por natureza, esta aeronave não é blindada. Ela trabalha em uma grande altitude com equipamento ótico de monitoramento. Esse é o objetivo. Nós tínhamos também uma aeronave blindada destinada ao apoio das equipes de solo. Isso não é nada inédito no emprego de aeronaves pelas polícias no Brasil e no mundo”, disse Blaz.

O major afirmou que toda a documentação de manutenção do helicóptero está com o comando da PM e em dia. “É muito preliminar que venhamos falar agora sem que ter em mãos a perícia da Aeronáutica. Ela é fundamental para identificar as causas do acidente”, disse.

Perguntado sobre a possibilidade de ter ocorrido algum tipo de falha humana, já que os policiais estavam sob forte pressão, o major afirmou que os PMs tinham experiência neste tipo de voo. “Estamos falando de policiais que trabalhavam há vários anos em operações aéreas. Falar isso neste momento seria até um desrespeito com esses agentes”, disse.

Fonte: Piloto Policial

terça-feira, 22 de novembro de 2016

AEROPORTO DE ARACAJU RECEBE PRIMEIRA EDIÇÃO DO SPOTTER DAY


O Aeroporto de Aracaju/Santa Maria (SE) realizou no dia 18/11 a primeira edição do Spotter Day, evento que reúne fotógrafos apaixonados por aviação para acompanhar de perto a movimentação de aeronaves no terminal.

No total, 24 fotógrafos participaram do evento e tiveram acesso a áreas restritas do aeroporto, permitindo o registro de ângulos inusitados. Antes disso, contudo, os participantes foram credenciados e receberam orientações sobre os protocolos de segurança a serem seguidos durante o evento, além de equipamentos de proteção individual. Eles também conheceram um pouco mais sobre a iniciativa da Infraero, que recentemente também ocorreu nos aeroportos de Manaus, da Pampulha, Carlos Prates e Juazeiro do Norte.

O jornalista Osmar Rios, que alia o hobby ao trabalho, aprovou a ação. “Gosto de fotografia desde pequeno e fotografar aviões é fantástico”, afirmou. Já o spotter Heitor Marques ressaltou que o evento rendeu boas fotos. “É sensacional observar a leveza de uma máquina tão grande e pesada como o avião durante o procedimento de decolagem. Consegui registrar a imagem de um enquadramento muito próximo, bem melhor do que conseguiria de áreas públicas”, concluiu.

Para o coordenador de Tráfego do Aeroporto de Aracaju, Wanderson Silva, é gratificante fazer parte da organização do Spotter Day. “Esse evento permite colocar profissionais de diversas áreas juntos para fotografar o cenário da aviação, com um resultado extraordinário”, finalizou.


Fonte: Assessoria de Imprensa - Infraero