terça-feira, 15 de maio de 2018

Pelo menos 36 órgãos de segurança pública já usam drones no Brasil


Regras criadas em 2017 facilitaram uso dos equipamentos pelo poder público; Prefeitura de São Paulo usa aparelhos para monitorar traficantes na região da Cracolândia, desmates ilegais e até ajudar no resgate das vítimas de afogamento nas represas

Monitorar o avanço do desmatamento, ajudar no cálculo do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), construir mapas tridimensionais para incursões da polícia, acompanhar operações em áreas de risco e até ajudar no resgate de vítimas de afogamento. Nos últimos dois anos, o uso de aeronaves não tripuladas – conhecidas como drones – tem se multiplicado dentro da administração pública. As operações, ainda em fase experimental, já são adotadas em pelo menos 36 órgãos de segurança pública e defesa civil do País, de acordo com dados da Aeronáutica.

Até março, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), havia 38,4 mil drones regulamentados no Brasil – mais do que o triplo (13,2 mil) em relação a julho do ano passado. Cerca de um terço dos equipamentos têm funções profissionais.

Duas novas regulamentações aprovadas em 2017 pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo, do Ministério da Defesa, ajudaram a aumentar esse tipo de uso. O órgão facilitou voos em proveito de órgãos governamentais e exclusivos em operações de segurança pública, defesa civil e fiscalizações da Receita Federal. Antes dessas normas, não havia um padrão e era necessário analisar caso a caso, o que dificultava a operação prática dos equipamentos pelos órgãos públicos.

“O drone tem vocação importante dentro da segurança pública, que é na área de inteligência. Será cada vez mais empregado nesse sentido”, prevê o consultor em aviação e gestão pública Eduardo Alexandre Beni, especializado em drones. Como a tecnologia ainda é nova, o uso é considerado experimental.

“Os órgãos estão criando as regulamentações e estabelecendo diretrizes, se aproveitando da expertise que já existe na área. Mas ainda é um processo de avaliação”, diz. Beni ressalta que o equipamento não substitui nenhuma ação administrativa. “O drone ajuda a maximizar as operações, mas nunca a substituir. Há limitações, como o tempo de bateria, que dura no máximo 30 minutos.”

Cracolândia

Cerca de 80% dos quase 10 mil voos já realizados por seis drones da Prefeitura de São Paulo tiveram como foco a região da Cracolândia, na Luz, no centro, segundo dados obtidos pelo Estado por meio da Lei de Acesso à Informação. São feitos pelo menos dois voos diários no local, nos períodos da manhã e tarde, com o objetivo de monitorar as ações de limpeza, identificar possíveis traficantes e fazer a contagem do fluxo de usuários na área. O governo também estuda criar, com base nas imagens registradas pelos equipamentos, uma espécie de banco de imagens de criminosos que atuam na região.

Antes o uso de drones era restrito a um programa, criado em maio de 2017 em meio à operação contra o tráfico na Cracolândia. Agora há um departamento na Secretaria Municipal da Segurança Urbana (SMSU) para gerir o uso dos equipamentos. A pasta passou a realizar testes em outras áreas, como resgates nas represas, monitorar desmatamento ilegal, contar manifestantes ou participantes de eventos e até ajudar a Polícia Militar, com elaboração de mapas em três dimensões de locais vulneráveis, para incursão policial.

“Vemos esse espaço como uma espécie de laboratório”,explica o coordenador de Tecnologia, Logística e Infraestrutura da SMSU, Rogério Peixoto. Foi a pasta que ajudou em 2017 na estratégia de entrada da PM na Favela do Moinho, no centro, após a polícia detectar que a droga que circulava na Cracolândia vinha de lá, por exemplo.

No Estado, os equipamentos também estão sendo utilizados, de forma experimental, pela Secretaria da Administração Penitenciária, que adquiriu, em 2017, dez drones para ações de varreduras nos presídios. Os equipamentos custaram R$ 157,5 mil e já fizeram, entre junho e dezembro, 193 ações.

Já o Tribunal de Contas do Município contratou uma empresa para registro de imagens com drones em três fiscalizações de obras: Hospital da Brasilândia, reforma do antigo Othon Palace Hotel e concessão de área municipal para o Sesc Parque Dom Pedro II.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Latam faz plantão para migração de sistema; voos estão confirmados


A Latam afirmou na manhã desta quinta-feira (10) que todos os voos de 11 e 12 de maio estão confirmados, diferentemente dos avisos gerados, por erro, aos passageiros nos últimos dias e também das mensagens em seu site.

A partir deste final de semana, a companhia fará plantão nos aeroportos por conta da última fase da migração do sistema Amadeus para o Sabre. As principais alterações serão no momento do check-in, por isso, a Latam alerta que seus passageiros cheguem com pelo menos três horas de antecedência.

“Este é um dos passos mais importantes na criação da nova marca Latam. A adoção do Sabre como sistema único de inventário, reservas, vendas e check-in tornará ainda mais simples as conexões em voos internacionais e domésticos de passageiros de toda a malha da Latam, independentemente do país em que ele adquira seu bilhete. Em todos os canais de vendas, o cliente terá acesso aos mais de 140 destinos em 25 países para os quais a Latam voa, com a mesma experiência”, afirma o CEO da Latam Airlines Brasil, Jerome Cadier.

A partir de 11 de maio, todos os voos operados pela companhia brasileira terão seu código comercial alterado de JJ para LA. Assim, o voo JJ8123, por exemplo, passará a ser identificado como LA8123, mantendo a mesma data e horário de decolagem. A exceção são os voos de e para os Estados Unidos, que permanecem com o código JJ. Outra mudança é em relação ao check-in realizado por meio da internet que, também a partir de 11 de maio, poderá ser realizado até 48 horas antes do horário previsto para decolagem.

MUDANÇA NO SISTEMA
Com a virada definitiva do sistema, algumas funcionalidades estarão fora do ar entre 11 e 14 de maio. A companhia avisa que estarão indisponíveis funcionalidades como check-in de voos para os Estados Unidos, vendas de bilhetes entre estes dois países e remarcação e antecipação de voos.

Outros serviços também serão afetados para agências que utilizam o GDS, por isso a companhia recomenda atenção para família tarifária, reembolso dos bilhetes e migração dos bilhetes com placa 957 para Sabre.EDM.

Fonte: Panrotas

domingo, 13 de maio de 2018

Dois filhos e o mesmo sonho: ser piloto de caça


Com o apoio da mãe, os dois irmãos se tornaram pilotos de caça da Força Aérea Brasileira e, atualmente, trabalham juntos no mesmo esquadrão

“Eu sempre pensei em ser mãe, só que eu tinha muito medo de ter filhos, achava que não estava preparada para educá-los, mas, agora, vejo que fui muito bem sucedida porque eles são pessoas maravilhosas!”. Essas são as palavras de Célia Martins Alves Krüger, aposentada, mãe de um Capitão e de um Tenente, ambos aviadores do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1° GDA) - Esquadrão Jaguar, localizado na Ala 2, em Anápolis (GO).

A paixão pela aviação foi demonstrada pelo Capitão na infância. Desde criança, desejava ser piloto militar e sua mãe foi a grande incentivadora. “Nós comprávamos muitos blocos de montar para ele, ele montava o modelo que vinha na caixinha, desmontava tudo e montava avião e, também, desenhava muitos aviões”, recorda ela.

O militar passou na prova para a Academia da Força Aérea (AFA), localizada em Pirassununga (SP), em 2005. O irmão mais novo seguiu o mesmo caminho. Dois anos depois, realizou a seleção para a AFA e também foi aprovado. Durante a formação, Célia conta que a maior alegria era vê-los voltar para casa no fim de semana. "Eles vinham com a mala cheia de roupa pra lavar, passar e fazer aqueles vincos certinhos, e, no domingo à noite, iam embora; na segunda, eu já acordava com saudade, mas torcendo sempre por eles”, destaca.

E os dois decidiram ser pilotos de caça. Depois de Pirassununga, foram para Parnamirim, região metropolitana de Natal (RN), para fazer o curso de especialização e, atualmente, atuam juntos no 1° GDA.

"Durante o meu percurso, tive muitas alegrias e também enfrentei diversas dificuldades, mas sempre tive o apoio da minha família, em especial da minha mãe, que sempre me impulsionou, me amparou e, nas horas difíceis, esteve ao meu lado me ajudando a chegar onde eu cheguei, sendo piloto de caça da Força Aérea Brasileira", revela o Capitão.

O mesmo sentimento é compartilhado pelo irmão. "Ela sempre foi um porto seguro nos momentos de dificuldades e uma grande incentivadora do nosso sucesso pessoal e profissional. Só tenho a agradecer", relata o Tenente.

Para a mãe, ver os dois filhos trabalhando juntos em um esquadrão de caça da FAB é uma grande satisfação. "Eles realizaram seus sonhos. O meu orgulho é ver que se tornaram pessoas honestas, educadas, honradas e, além disso, minha maior satisfação, realmente, é ver o amor deles pela Pátria”, enfatiza.

Essa é a segunda vez que o 1° GDA tem, em seu efetivo, dois irmãos aviadores. Os primeiros irmãos a integrarem o Jaguar foram o Coronel Aviador Antonio Luiz Godoy Soares Mioni Rodrigues, atualmente assessor do Conselheiro Militar da ONU, em Nova York, e o Coronel Aviador Antonio Marcos Godoy Soares Mioni Rodrigues, atual Comandante Interino da Ala 2.

Fonte: www.fab.mil.br

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Polícia Civil da Bahia cria Comissão para estudar e elaborar norma sobre emprego de drones na Corporação


O delegado-geral da Polícia Civil da Bahia, Bernardino Brito Filho, instituiu comissão para estudos e elaboração de ato administrativo regulamentador do uso de drones voltados aos trabalhos de polícia judiciária na Bahia, conforme publicação no Diário Oficial de quinta-feira (3).

O delegado Jorge Figueiredo Júnior foi nomeado presidente da comissão. Os investigadores Valter Souza Barbosa e Douglas Lima Pithon completam o grupo como membros. A comissão deverá encerrar os seus trabalhos no prazo de 90 dias.

Para criar o colegiado, Bernardino Filho considerou o avanço tecnológico, maior eficiência e economia para a administração pública e que os drones são uma realidade nas ações militares e na segurança pública de vários Estados e Municípios do Brasil.

PORTARIA Nº 371 DE 02 DE MAIO DE 2018

O Delegado-geral da Polícia Civil da Bahia, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela Lei 11370, de 04 de fevereiro de 2009, artigo 19, incs. I, VII, XII, XIII e XIV, e,

Considerando que a Polícia Civil da Bahia deve acompanhar o avanço tecnológico, em prol da boa gestão administrativa;

Considerando a busca desta Chefia de Polícia Civil visando trazer maior eficiência e economia para a administração pública, com ganhos em agilidade, produtividade e redução de custos;

Considerando que os veículos aéreos não tripulados, conhecidos por “DRONES”, já são uma realidade seu proativo desempenho nas ações militares e na segurança pública de vários Estados deste país e no exterior.

RESOLVE:

Art. 1º Instituir Comissão para estudos e elaboração de ato administrativo regulamentador do uso de veículos aéreos não tripulados, conhecidos por “DRONES”, voltados aos trabalhos de polícia judiciária neste Estado, composta dos seguintes servidores:

Jorge Figueiredo Júnior, Delegado de Polícia Civil, classe I, Presidência.
Valter Souza Barbosa, Investigador de Polícia Civil, Membro;
Douglas Lima Pithon, Investigador de Polícia Civil, Membro.
Art. 2º. A comissão deverá encerrar os seus trabalhos no prazo de 90 (noventa) dias, a contar da data de publicação desta portaria, e apresentá-lo a esta Chefia de Polícia Civil.

Fonte: Piloto Policial