sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Avião russo-chinês reforçará segurança dos dois países


A produção em série e vendas do futuro avião russo-chinês de fuselagem larga podem começar já em 2025. A atual situação internacional fortaleceu significativamente a vontade política dos dois países em implementar o projeto.

O memorando de cooperação no programa de criação de tal avião foi assinado pela United Aircraft Corporation (UAC) russa e a empresa industrial de aviação COMAC (China Commercial Aircraft) chinesa em maio de 2014. A decisão de criar seu próprio avião de fuselagem larga, segundo consta das declarações dos líderes chineses, foi tomada irrevogavelmente, e este projeto está recebendo muita atenção. O interesse da Rússia nele também é grande.

A Rússia já hoje é forçada a operar em condições de guerra econômica com os países ocidentais que impuseram sanções contra a companhia aérea de baixo custo Dobrolet, empresa filial da aerotransportadora russa Aeroflot. Na sequência disso, a Dobrolet foi forçada a suspender suas operações devido ao cancelamento de contratos de locação. Não se pode excluir que as sanções afetarão também outras companhias aéreas russas. Por isso, os dirigentes do país estão se propondo a tarefa de aumentar a produção própria de aeronaves civis.

Embora a China não esteja em tais relações de confronto com o Ocidente, a observação dos atuais problemas da Rússia deve levar os chineses à conclusão de que é importante desenvolver sua própria indústria de aviação civil. Hoje estão sendo criados estímulos adicionais para o desenvolvimento da cooperação entre os dois países no domínio da construção de aeronaves.

Nos próximos dez anos, os nossos países terão programas independentes de produção de aviões de passageiros regionais (Superjet-100 e ARJ-21) e aviões de fuselagem estreita de longo curso (o russo MS-21 e o chinês C-919). O avião de fuselagem larga permitirá avançar para uma estreita integração das indústrias de aviação civil dos dois países e pela seguinte concorrência conjunta por novos mercados.

A cooperação com a Rússia pode ser útil à China porque a UAC tem uma experiência considerável na criação de aviões de todos os tipos. Além disso, a Rússia é o maior produtor mundial de titânio, e a empresa russa VSNPO-AVISMA já tem um contrato de fornecimento de peças de titânio para o avião chinês C-919. A produção completamente independente do Ocidente do avião de fuselagem larga vai abrir oportunidades para a exportação desses aviões para países que estão sob sanções ocidentais (por exemplo, o Irã). O uso militar da aeronave é também promissor.

Atualmente, tanto a Rússia como a China estão usando aviões de alerta aéreo antecipado e outros aviões especiais criados principalmente com base em aviões de transporte militar. No entanto, em países ocidentais, aviões de alerta aéreo antecipado, aviões-tanques e aviões de reconhecimento eletrônico são muitas vezes criados com base não em aviões de transporte militar, mas em aviões civis.

Aviões de transporte militar são projetados de forma a proporcionar o carregamento e descarregamento fácil de cargas, lançamento de pessoas e cargas com paraquedas, decolagem em pistas curtas. Para os aviões especiais essas qualidades não são muito importantes.

Aviões civis são mais econômicos e confortáveis, têm um maior alcance e velocidade e muitas vezes são convertidos em petroleiros e aviões de reconhecimento. Assim, a criação de um futuro avião de fuselagem larga tem também uma importância militar e estratégica. Será útil não só para as economias russa e chinesa, mas também para as Forças Aéreas dos dois países. 


Fonte: http://portuguese.ruvr.ru

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.